20.1.12

viajando pelo interior de São Paulo

Não foi viagem de férias, foi para resolver algumas coisas, ver a família e amigos, bem rápida, foram 7 dias, cheguei em Campinas na quinta, no dia seguinte fui à Jacareí, tive que dar uma passadinha em São José dos Campos, voltei à noite para Campinas, no sábado fui com meu filho, nora e a netinha para o sitio em Monte Sião, voltamos no domingo, passamos por Águas de Lindóia, chegamos à noite em Campinas, na segunda cedinho peguei o ônibus para Botucatú, fui ver minha mãe, voltei para Campinas, no dia seguinte visitei minha sogra, vi meu caçula, dei umas voltas a pé pela cidade, no último dia almocei com meu amigo Agostinho. Curti muito a neta, fico com muita saudade dela...
Para ser sincera, não gosto muito de fazer esse tipo de viagem, uma canseira só, voltei resfriada por causa do tempo maluco que não estou mais acostumada, num dia só faz clima das 4 estações do ano! ainda viajei nos ônibus por muitas horas no ar condicionado gelado, passei frio, tinha horas de muito calor abafado, chuva fina, tempestades de raios e trovões, coisas que não vivo faz tempo... estou ficando velha, eu acho, gosto de ficar em casa!
Bem, mas como Pollyana, faço o "jogo do contente" e vejo sempre as belezas por aí, meu olhar procura o belo, gosto de registrar o meu caminho, a máquina está sempre a postos na bolsa.


Por mais que eu goste de voar, confesso que sempre é tenso o momento da decolagem, para amenizar sento sempre na janelinha e vou clicando a paisagem belíssima.

as 6 e meia da manhã o sol deixava dourado o mar

entre as nuvens dava para vislumbrar Salvador linda lá embaixo

passando pelo norte de Minas Gerais dava para ver as nuvens carregadas, época de chuvas fortes na região

cheguei em Viracopos numa linda manhã azul

cheguei bem na hora do banho!

depois a toilete

e a brincadeira com a Cida, a babá

No dia seguinte, sexta-feira, 13, saí bem cedo de Campinas para Jacarei. Como o ônibus direto era só ao meio-dia, peguei o de São José dos Campos para descer na estrada e encontrar um jeito de chegar à cidade, nem tinha ideia de como fazer isso, mas sabia que daria um jeito. Da janela do ônibus vou curtindo a paisagem da rodovia Dom Pedro com neblina.


Pedi para o motorista parar na Dutra, numa das entradas da cidade, pretendia pegar um taxi, mas tive sorte, junto comigo desceu uma moça, a irmã estava esperando por ela alí na estrada e me deram carona até um ponto de ônibus urbano, assim cheguei ao centro. Nem reconheço mais a cidade, está bem diferente de quando eu vivia lá, mas consegui encontrar o meu destino, a casa da minha tia. Depois fui ver minha amiga que tem uma loja de moda, coisa mais tentadora!


Mariangela e a sobrinha Katia comandam a ModaMa, uma loja cheia de coisas lindas, impossível não sair com uma sacolinha de lá! Ainda almocei com elas, gnocchi com molho natural de tomates, delicioso!


Minha prima Cristina não gosta de ser fotografada, então cliquei a tia Mira, a Maria Fernanda brincando, e o painel que ela pintou na parede onde fica o computador, muito bacana. Tomei um lanche com elas, minha prima chamou o taxista para me levar até a rodoviária, que é nova e fica longe do centro, cheguei lá antes das 18 horas pois o último ônibus para Campinas era as 18:30 e não tinha mais passagem, ônibus lotado. Tive que pegar um ônibus para São José dos Campos, tinha um ônibus para Campinas as 20h, só que a viagem que normalmente se faz em 10 ou 15 minutos entre uma cidade e outra, levei 1:10h porque o ônibus dá uma volta em Jacareí, depois para na estrada nem sei quantas vezes, chega em São José dos Campos e dá uma volta no centro para depois ir até a rodoviária. Fiquei preocupada em não encontrar mais lugar no ônibus e já estava pensando que teria que encontrar um lugar para dormir. Por sorte consegui embarcar e cheguei em Campinas as 11 da noite.
No dia seguinte, sábado, levantamos cedo para irmos ao sítio da família da minha nora, em Monte Sião.

Zelda e Olivia, companheiras do banco de trás

Como a vida passa rápido! Há pouco tempo estava eu nas estradas afora com meus filhos no banco de trás, agora sou eu que sou levada por meu filho, isso me faz feliz, mas dá uma sensação de que a vida vai muito depressa, não tem como desacelerar?


muito bom viajar no banco de trás!

chegando no sítio

as priminhas brincaram muito

ficou nublado o tempo todo, choveu, fez frio, o céu abriu e surgiu o sol na hora que estávamos indo embora

um filminho curtinho que dá para sentir o ambiente do sítio 
com passarinhos cantando e galinha cocorejando

é muito linda essa região montanhosa das Minas Gerais

na volta paramos em Águas de Lindóia para beber água da fonte

Na madrugada de segunda-feira peguei novamente a estrada, agora em outra direção, indo para Botucatú visitar minha mãe. Campinas fica a 250 km de Botucatú, só tem 2 ônibus para lá, um as 6 da manhã e outro as 6 da tarde, e ainda um outro probleminha, é um ônibus pinga-pinga, a viagem que leva por volta de 2 horas de carro, o ônibus faz em 4 horas e meia! Para nas rodoviárias de Monte Mór, Capivari, Tietê (nessa o motorista desce para lanchar e a parada é de 15 minutos), depois ainda para em Laranjal Paulista e Conchas, e sobe gente, e desce gente, põe mala, tira mala... tem que ter paciência e fazer mesmo o "jogo do contente" curtindo a paisagem!


Tem mais uma, os ônibus tem ar condicionado gelado, tanto os que fui e voltei de Jacareí como os de Botucatú, e a tonta aqui achou que era verão e não precisava levar nenhuma blusinha, só tinha camiseta tipo Tshirt, a manguinha não deu conta, juntando à isso o clima instável entre calor sufocante, chuvinha fina e tempestades de raios e trovões... comecei a sentir a garganta e previa o resfriado se aproximando.


Encontrei a mamãe bem, dentro das limitações devido a problemas de saúde. Em 8 de março ela completa 85 anos, vai fazer uma mudança de cidade, volta para Jacareí para ter mais parentes e amigos por perto.
Voltando para Campinas, na terça-feira fui visitar a minha sogra (que é ex-sogra, mas continua minha sogra querida) dona Hermínia, elegante com seus 90 anos, fez questão de passar o baton para a foto.


Fui caminhando da casa do meu filho até a casa da dona Hermínia, passando pelo bairro do Cambuí, sempre com mudanças. Cada vez que vou à Campinas vejo coisas diferentes, não dou conta mais de conhecer tudo como eu costumava fazer. Meus filhos me chamavam de "novidadeira", morávamos no Cambuí quando era um bairro predominantemente residencial, e aos poucos foi aparecendo comércio e eu era sempre a primeira para ir conhecer, isso foi nos anos 80, quando na rua Coronel Quirino só tinha uma padaria e uma papelaria!

mas essa árvore é a mesma, está aí há muitos anos, linda!

a noite fomos fazer um passeio típico de Campinas: shopping
fiz um filminho da Olivia na Livraria Cultura

Só no último dia da viagem consegui encontrar meu amigo Agostinho, fui almoçar na casa dele, como sempre é uma delicia estar com ele e provar as coisas boas que prepara. Já me recebeu com uma surpresa!

servidos quentinhos com queijo de cabra, esses figos assados com canela e açúcar são demais!

preparar uma comida é um ato de carinho
ter uma comida preparada especialmente para a gente é tudo de bom
farfalle com camarão e alho porró... esse Agostinho sabe pilotar um fogão!

depois do almoço fomos ao seu atelier onde me mostrou as novidades do seu trabalho que vem por ai...

a casa do Agostinho é cheia de coisas interessantes, adoro clicar tudo

Foi uma pena ter tão pouco tempo para passar com meu amigo, ele e eu temos um espirito parecido, acho que por isso nos damos tão bem, somos capazes de viver pequenas alegrias, desfrutar intensamente de um bom momento, somos otimistas e vemos a belezas nas coisas, inventamos nossa felicidade!

antes de vir embora fiz ainda um montão de fotos dessa criatura lindinha, alegre, sorridente, divertida!

Cheguei em Viracopos, estava lotaaaaado o check in, coisa de doido, depois a sala de embarque quase não tinha lugar para todos, os vôos atrasados devido a um temporal cheio de raios e trovões e com muita água. Demorou, eu estava cansada, mas não me irrito, aproveito para observar, é divertido ver como as pessoas se arrumam para viajar, tem mulheres com saltos altíssimos e gente de havaianas, tem umas maquiadas e cheias de balagandãs e tem as de jeans e camiseta com jeito de hippie, tem homens a trabalho e familias a passeio, tem até pets, tem de tudo numa sala de embarque, é só prestar atenção que é diversão garantida!

o meu vôo era para chegar a meia-noite e cinco minutos e aterrisamos quase uma e meia da madrugada
é uma visão tão tranquilizadora quando vejo Salvador lá do alto, seja de dia ou de noite
chegando em casa... a melhor parte da viagem!

tudo que andei nesses 7 dias de viagem
agora em casa curtindo um resfriado... afff...

*

3 comentários:

Inês disse...

Ju

Que viagem, eim?!
Prá direita, esquerda, prá cima e prá baixo, mas visitou muitas pessoas queridas, e a Olívia, uma graça, bonita, esperta, e principalmente, com saúde.
Sua mãe está exatamente sentindo o quê?

Bjs
Inês

Pablo Furii disse...

Viagem e tanto. E cansa demais.
Mas vale a pena, tenho certeza.
Vendo as fotos de seu amigo Agostinho me deixou chateado comigo mesmo. Perdi uma boa oportunidade de conhece-lo ao vivo nas exposições dele em Campinas. Todas as tres eu estava fora da cidade.
Enfim, torcendo para novas oportunidades.
Grande beijo, Ju.
Pablo

Larissa Banister disse...

juju, adoro sua vida encantada, cheia de lugares pra passear e muita cor. Seus netos são lindos. Beijo